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Como a crise afetou o perfil do turista brasileiro?

Crise. Essa palavrinha vem aterrorizando a indústria, o comércio e a população em geral pelo menos nos últimos 24 meses. Apesar dos primeiros sinais de recuperação da economia já despontarem, as coisas não têm sido fáceis para ninguém.

Esse cenário alterou o comportamento do consumidor e transformou o perfil do turista brasileiro. Na verdade, ele não deixou de viajar, mas mudou sua forma de fazê-lo. Veja as soluções encontradas por quem ama pegar a estrada!

Mais Brasil

Sabe aquele sonho de levar a família à Disney? Ele se transformou em uma semana de muita diversão nas praias do Nordeste. Isso é o que apontam as pesquisas do setor.

Por conta da crise econômica, os brasileiros passaram a investir mais no turismo doméstico. Entre as regiões preferidas, está o Nordeste em primeiríssimo lugar, seguido do Sul, com suas belas cidades serranas, como informa o site Dados e Fatos, do Ministério do Turismo.

Se por um lado os viajantes tiveram que abrir mão de cruzar o oceano, alguns setores mais específicos do turismo nacional seguiram na contramão do aperto econômico, como os parques temáticos e aquáticos. Eles cresceram 18%, segundo dados obtidos pela Agência de Notícias do Turismo.

Beto Carrero World, em Penha (SC), Snowland, em Gramado (RS), Beach Park, em Fortaleza (CE) e o Hot Park, em Rio Quente (GO), lideram essa lista.

Menos Europa

Viajar para o exterior? Só se for por meio de uma grande promoção ou para lugares que fujam das altas do dólar americano e euro. Por isso, quem embarcou para destinos internacionais entre 2015 e 2016 pechinchou bastante por passagens aéreas, hospedagens e passeios mais baratos.

Isso refletiu diretamente no comportamento das agências de turismo, que tiveram que facilitar pagamentos e adaptar pacotes.

Roteiros pela América do Sul, por exemplo, acabaram se tornando a melhor opção tanto pela proximidade quanto pelas moedas desvalorizadas frente ao real. Nossos vizinhos hermanos, Argentina e o Chile, foram as opções mais acessíveis para os brasileiros, junto com pacotes do tipo all-inclusive e cruzeiros para o Caribe.

Em contrapartida, mais estrangeiros desembarcaram por aqui. O recorde é reflexo da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Entre os destinos preferidos dos gringos estão as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Não às viagens coorporativas

Não só o perfil do turista brasileiro mudou, mas também dos profissionais que fazem viagens corporativas. O chamado turismo de negócios foi um dos mais impactados pela crise.

Números da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) revelam que a queda foi de 50% em 2016. Esse cenário refletiu negativamente em serviços de locação de carros, alimentação e hospedagem.

As alternativas que as empresas brasileiras encontraram foi evitar ao máximo viagens dispendiosas e se valer das tecnologias de comunicação, a fim de solucionar a ausência física por meio da presença virtual.

Sim às novas aventuras

Em tempos de crise, não há como negar que a maior parte das pessoas colocou as viagens no topo da pirâmide do consumo — ou seja, como algo menos necessário.

O perfil do turista brasileiro que, em anos anteriores, estava ávido por destinos mais distantes e exóticos, passou a buscar promoções, roteiros mais curtos, parcelamentos e câmbio reduzido. Esse comportamento tende a se repetir em menor escala em 2017.

A boa notícia é que a intenção de viajar da população cresceu 8% nos primeiros meses deste ano. O estudo Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, do Ministério do Turismo, descobriu que 80,3% dos futuros viajantes querem continuar conhecendo as nossas belezas. Destes, mais da metade (48%) quer conhecer o Nordeste, seguido por Sul (25,3%), Sudeste (19,2%), Centro-Oeste (4%) e Norte (3,5%).

E você? Está pronto para começar a sonhar com seu próximo destino? Dê o primeiro passo com dicas para conseguir passagens aéreas baratas na internet!

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